23/12/10


Hoje morro de saudades tuas. Não é só hoje, mas hoje são mais. Ainda me lembro de ti todos os dias, por coisinhas sem nexo, minúsculas, que entram na minha vida aos trambolhões. E lembro-me muito mais quando saio à rua e passo exactamente pelas mesmas ruas pelas quais passamos, e me sento nos mesmos lugares onde nos sentamos. Mas desta vez, em vez de te ter ao alcance da minha mão, estás a quilómetros de mim. O pior de tudo, nem é estares longe de mim fisicamente. Isso eu vou aguentando, ou aguentava. O pior é estares longe de mim espiritual e psicologicamente. Estás longe do meu coração. Dantes, mesmo quando andava sozinha na rua, eu não me sentia sozinha, sentia-me plenamente feliz e acompanhada, porque guardava comigo todo o teu amor. Não havia um dia em que eu saísse à rua sem ele. E isso dava-me confiança e segurança. Agora, dou por mim a baixar os olhos de cada vez que passo por alguém, e a evitar qualquer tipo de contacto com o mundo à minha volta. Sinto-me como uma miúda no primeiro dia de aulas. Completamente sozinha e abandonada. E o problema é que ninguém me consegue fazer esquecer isto. Ninguém te consegue tirar da minha cabeça. E muito menos do meu coração. Odeio isto de ainda gostar de ti. Aliás, odeio isto de ainda te amar. Ninguém devia amar tanto alguém que não quer saber minimamente de nós. Sinto-me frustrada, por saber que luto contra isto todos os dias. E todos os dias, perco essa luta.

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